Quinta-feira é dia de estreias no cinema. Destaque para a segunda longa-metragem de Pedro Cabeleira, Entroncamento, filmada na sua cidade natal. Um filme sobre uma juventude desiludida que reflete sobre a precariedade laboral e o aproveitamento dessa realidade por ideologias neofascistas. De salientar também Memórias do Teatro da Cornucópia, de Solveig Nordlund, um documentário sobre o Teatro da Cornucópia, que surgiu na obscuridade fascista para combater, no palco, a ditadura. Luis Miguel Cintra é o rosto emblemático deste local, que partilhou com a permanente cumplicidade da cenógrafa Cristina Reis. Juntos, guiados por imagens, dão o seu testemunho, e contam esta história.
Entroncamento
De Pedro Cabeleira, com Ana Vilaça, Cleo Diára, Rafael Morais, Tiago Costa
POR, 2025, 131 min.
Laura foge de um passado turbulento e refugia-se no Entroncamento para reconstruir a vida. Dividida entre um emprego honesto e os esquemas do pequeno crime, cruza-se com uma juventude desencantada não muito diferente de si.
Memórias do Teatro da Cornucópia
De Solveig Nordlund
POR, 2025, 92 min.
Documentário relatado por Luís Miguel Cintra e Cristina Reis, oferece um retrato daquele que foi, durante 43 anos, um reputado símbolo do teatro interventivo português.
O Rapaz da Ilha de Amrum
De Fatih Akin, com Jasper Billerbeck, Diane Kruger, Kian Köppke, Laura Tonke
ALE, 2025, 93 min., M/12
Ilha de Amrum, primavera de 1945. Nos últimos dias da guerra, Nanning, de 12 anos, enfrenta o mar traiçoeiro para caçar focas, pesca à noite e trabalha na quinta vizinha para ajudar a mãe a alimentar a família. Apesar das dificuldades, a vida na bela ilha varrida pelo vento quase parece um paraíso. Quando a paz finalmente chega, revela-se uma ameaça mais profunda: o inimigo está muito mais perto do que ele imaginava.
Marcel et Monsieur Pagnol
De Sylvain Chomet, com (vozes) Laurent Lafitte, Géraldine Pailhas, Elsa Pérusin
FRA, 2025, 90 min.
No auge da sua fama, Marcel Pagnol recebe uma encomenda de uma importante revista feminina para escrever um folhetim literário, no qual possa narrar a sua infância na Provença e os seus primeiros amores. Ao começar a escrever, a criança que um dia fora – o pequeno Marcel – surge subitamente. O maior contador de histórias de todos os tempos torna-se o herói da sua própria história.
Eu sou Martin Parr
De Lee Shulman
FRA/Reino Unido, 2024, 68 min.
Desde a década de 1970, o fotógrafo inglês Martin Parr tem refletido sobre o nosso tempo, obrigando-nos a encarar a forma como a sociedade de consumo moldou as nossas vidas. Este documentário revela o inconformista por detrás de algumas das imagens mais icónicas do último século, numa viagem íntima e exclusiva pela Inglaterra ao lado de Parr. Sem concessões, o seu olhar, os seus enquadramentos e o uso da cor revolucionaram a fotografia contemporânea.
Reféns na Ponte
De Patrick Lussier, com Dylan Sprouse, Megan Stott, Mason Gooding
EUA, 2024, 95 min., M/16
O antigo Ranger do Exército Eric Daniels acaba preso, com centenas de outros passageiros e um prisioneiro de alto risco, depois de um grupo de ex‑militares fortemente armados bloquear a Ponte Tobin, em Boston. Quando o líder do grupo começa a matar reféns, Daniels tem de recorrer ao seu treino militar para salvar a sua irmã adolescente.
Eles Matam-te
De Kirill Sokolov, com Zazie Beetz, Tom Felton, Heather Graham, Patricia Arquette
EUA/África do Sul, 2026, 94 min.
Comédia de terror que narra a luta de uma jovem mulher para sobreviver a uma noite no Hotel Virgil – o misterioso e distorcido covil de um culto demoníaco, transformado numa verdadeira armadilha mortal – antes de se tornar a próxima oferenda.
Hitpig – O Herói da Bicharada
De Cinzia Angelini, David Feiss, com (vozes) Diogo Morgado, Joana Ribeiro
CAN/EUA/reino Unido, 2025, 85 min.
Hitpig é um porco caçador de recompensas que apanha animais fugidos e os devolve aos donos. O seu maior trabalho até à data é devolver uma elefante bailarina chamada Pickles a um empresário de Las Vegas por um milhão de dólares. A missão rapidamente se torna uma aventura louca à volta do mundo, até Hitpig perceber finalmente que a maior recompensa não é capturar as coisas, mas libertá-las.



