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Fátima Sardinha é a única artista portuguesa na 10.ª Bienal Internacional de Arte de Pequim

A artista portuguesa Fátima Sardinha participa, pela segunda vez, na 10.ª Bienal Internacional de Arte de Pequim, sendo a única representante de Portugal nesta edição. O seu trabalho reforça a presença da arte contemporânea portuguesa no panorama internacional.
A Bienal, inaugurada a 29 de dezembro de 2025, no Beijing Exhibition Center, apresenta cerca de 600 obras contemporâneas provenientes de quase 120 países e regiões, sob o tema “Coexistência”. De acordo com informação transmitida diretamente pela organização aos artistas participantes, encontra-se em avaliação a possibilidade de prolongamento da exposição até ao final de fevereiro, em resultado da forte afluência de público e do impacto crítico da mostra.
A obra selecionada de Fátima Sardinha, Everything I Want (Tudo o que Eu Quero, 2022), integra a exposição principal da Bienal. Trata-se de uma pintura a óleo sobre tela que apresenta três figuras em elevação, unidas num movimento contínuo e orgânico. A composição simboliza a coexistência como um processo vivo e resiliente, onde o desejo individual se transforma numa harmonia coletiva, refletindo a procura universal por reconciliação, crescimento e paz para além das divisões culturais e geográficas.
“Voltar a ser selecionada para a Bienal Internacional de Arte de Pequim é um reconhecimento profundo e particularmente significativo. Esta segunda presença confirma que o meu trabalho estabelece um diálogo consistente com o pensamento artístico contemporâneo internacional”, afirma Fátima Sardinha. “O tema Coexistência cruza-se de forma natural com a minha investigação artística, centrada nas ligações invisíveis entre pessoas, memórias e culturas.”
Para além da exposição, a Bienal promove também um forte programa académico. O simpósio desta edição foi elevado à Primeira Conferência Internacional de Arte da Bienal de Pequim, reunindo teóricos de arte, curadores, artistas e diretores de museus e galerias de vários países, reforçando o papel do evento como plataforma global de reflexão e intercâmbio cultural.
Criada em 2002, a Bienal Internacional de Arte de Pequim afirmou-se, ao longo de mais de duas décadas, como um espaço central para a projeção da cultura contemporânea chinesa e para a promoção do diálogo artístico entre civilizações, sendo hoje uma referência incontornável no circuito internacional das grandes bienais.
Sobre Fátima Sardinha
Fátima Sardinha é uma artista visual portuguesa, natural de Faro, que reside e trabalha na Póvoa de Varzim. A sua prática artística desenvolve-se maioritariamente na pintura a óleo, explorando temas como identidade, memória, relação e diálogo intercultural. Para além das participações nas Bienais Internacionais de Arte de Pequim (2022 e 2025), o seu trabalho foi apresentado na Bienal Internacional de Arte do Alentejo (BIALE) e na Bienal Internacional de Gaia (2021).
A artista mantém uma presença ativa em plataformas digitais internacionais, onde divulga o seu trabalho e acompanha o debate artístico contemporâneo, contribuindo para a aproximação entre públicos de diferentes contextos culturais.
Fonte: Fátima Sardinha
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