Artigo

A FLOR, a homenagem épica à história do cinema de Mariano Llinás

A Filmin estreia a 28 de Setembro, Flor do argentino Mariano Llinás, uma gigantesca aventura épica filmada ao longo de 10 anos.

Uma obra-prima de 14 horas do realizador que, em três partes, propõe uma viagem à volta do mundo (geográfica e cinematográfica) com homenagens a géneros e autores, óbvios e ocultos.

Uma gigantesca aventura épica filmada ao longo de 10 anos, uma experiência única, divertida e viciante ao poder da narrativa. Um filme que presta homenagem à história do cinema (e ao gosto pela narrativa labiríntica à Jorge Luis Borges), através de seis histórias em oito actos (ou partes) inspirados em géneros diferentes e que podem ser vistos em separado.

A primeira das histórias é uma espécie de série B, como os americanos as costumavam filmar. A segunda, um musical com um toque de mistério. A terceira é um filme de espionagem. A quarta história, uma meta-narrativa experimental onde as quatro actrizes principais interpretam actrizes que se viram contra o realizador e a sua elaborada estrutura narrativa. A quinta é uma homenagem a Jean Renoir. A sexta, passada no século XIX, é sobre mulheres cativas que retornam do deserto, dos índios, após muitos anos.

(…) A ideia é que um filme seja uma série de filmes, uma época na vida de quatro pessoas, e que o cinema seja capaz de mostrar esse passar do tempo, essa aprendizagem, esse processo. Que a partir das diferentes invenções e fantasias, possa ver-se o verdadeiro rosto das quatro mulheres, brilhando através da névoa da ficção, refere Mariano Llinás. 

A rodagem de La Flor estendeu-se ao longo de dez anos, contando com a presença de quatro jovens actrizes argentinas – Elisa Carricajo, Pilar Gamboa, Valeria Correa e Laura Paredes –, que interpretaram diferentes papéis ao longo do tempo e dos vários episódios do filme. O cineasta argentino inicia a viagem fílmica no primeiro episódio, com o seu bloco de notas na mão, enfatizando o papel das quatro mulheres explicando a “ideia” de um filme narrativamente complexo. O desenho de uma flor é tomado como o esquema de base da intrincada estrutura do filme, em que cada episódio corresponderá a um dos ramos dessa mesma flor, levando-se mais longe o jogo em torno das convenções narrativas desenvolvido por Llinás. 

Uma experiência única, que é sobretudo uma experiência temporal, em que o tempo da realização do filme funde-se com o tempo das suas múltiplas narrativas juntamente com o tempo presente do espectador. La Flor é uma exploração extremamente divertida das possibilidades da ficção que aterra algures perto dos seus limites exteriores. 

O filme de quase 14 horas estreia na plataforma dividido em oito partes.

Um espanto… uma deslumbrante colisão de histórias e géneros, flashbacks e voiceovers, jogos e enigmas… extraordinário… arrebatador e viciante… a definição de um filme imperdível. –★ ★ ★ ★ ★  LA Times

O melhor filme do ano! Durante quase catorze horas, esta proteica magnum opus, sustentada por um extraordinário quarteto de actrizes, mergulha-nos nos prazeres de uma ficção densamente detalhada. – ★ ★ ★ ★ Artforum

Fonte: Filmin

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