Organizado pelo Teatro da Garagem (TdG) desde há quase 20 anos, o Try Better, Fail Better é um festival destinado a apoiar e promover o trabalho de criadores emergentes, tendo como objetivo afirmar “o risco, a experimentação e o erro como motores da criação artística”. O mote é, justamente, o da criação por tentativa e erro, enunciado na frase de Beckett que intitula o festival, e que, de certo modo, está incorporado na “diversidade de linguagens, formatos e preocupações artísticas que [o] caracteriza”.
Assim, como nota o diretor artístico do TdG Carlos J. Pessoa, as “quatro propostas [presentes nesta edição] atravessam territórios distintos da criação contemporânea – da palhaçaria ao teatro físico, da autoficção ao imaginário onírico”, tendo como ponto de união “uma mesma convicção: o erro, a dúvida e a fragilidade são matéria de afirmação humana e de reforço comunitário”.
Em dis-far-ce, projeto multidisciplinar de Mariana Magalhães sobre construção de identidade, uma instalação tipo fotomaton convida o público a um jogo interativo entre vídeo e cena; Desafinada no Coração, de Miriam Freitas, procura, recorrendo ao cruzamento entre palhaçaria, teatro físico e experimentação vocal, uma reflexão sobre os corpos contemporâneos; Maria D. não sobe montanhas, de Gustavo Antunes, traduz-se num exercício de autoficção que aborda o luto e a perda em discurso direto; e, por fim, Paradoxo Molotof, uma experiencia meta-teatral inspirada em Alice no País das Maravilhas, combina “improvisação, linguagem física e estética onírica” da autoria de Bárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves. FB
Ficha técnica:
“Dis-far-ce” de Mariana Magalhães; com Francisco Rolo, Lúcia Pires, Maria Ribeiro Torres e Nuno Pinheiro.
“Desafinada no Coração” de e com Miriam Freitas.
“Maria D. não sobe montanhas” de e com Gustavo Antunes.
“Paradoxo Molotof” de e com Bárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves.
15 €


