A Dom Quixote reedita, no âmbito da comemoração dos 60 anos da sua fundação, “Snu e a Vida Privada com Sá Carneiro”, da jornalista Cândida Pinto, numa edição de capa dura que tem um posfácio assinado por Rebecca Abecassis, a filha mais nova da editora dinamarquesa. Nas livrarias a 7 de outubro.
“A elaboração deste livro começou, na verdade, há 30 anos, com uma história que julgo ser relevante partilhar…Passaram 20 anos desde que, pela primeira vez, decidimos partilhar as histórias e os momentos que marcaram a curta vida da «Snu». O documentário e este livro nasceram dessa decisão. Hoje, reconheço que os dois trabalhos da Cândida são uma verdadeira homenagem à minha mãe. Este livro, em particular, será para os meus filhos, sobrinhos e futuros descendentes um documento fundamental para compreenderem quem foi a Snu Abecassis e o que tentou fazer para tornar Portugal num país melhor. É, para mim, uma honra participar nesta 7.ª edição, publicada para assinalar os 60 anos da editora que a minha mãe fundou – a Dom Quixote”, escreve Rebecca Abecassis no posfácio.
A «Princesa que veio do frio», como se referiam a ela, era uma mulher obstinada, forte e cheia de vida. Nas Publicações Dom Quixote desenvolveu uma linha editorial que não se cansava de enfrentar o regime com os seus famosos cadernos. Quis o destino que as vidas de Snu Abecassis e Sá Carneiro se cruzassem, para nunca mais voltarem a ser iguais. A sua grande paixão desafiou todas as leis do Estado Novo, em especial a Igreja. Por ele, Snu pediu o divórcio, o que era um escândalo na época. Por Snu, Sá Carneiro abandonou um casamento ultra conservador (não conseguindo nunca o divórcio). Contra tudo e contra todos, assumiram uma união de facto, muito mal vista na época, e comportavam-se como marido e mulher. Mesmo sabendo que a sua carreira política poderia ficar ameaçada, Sá Carneiro não desarmou nunca, chegando a dizer inclusive em 1977 que «se a situação for considerada incompatível com as minhas funções, escolherei a mulher que amo».
Este livro vai fazê-lo reviver uma das mais emocionantes histórias de amor já vividas em Portugal, uma história inspiradora interrompida apenas pelo trágico acidente/atentado de Camarate, onde ambos perderam a vida. Revivendo a história de Snu e Sá Carneiro o leitor terá ainda a oportunidade de viajar por alguns dos capítulos mais importantes da história da democracia em Portugal, nos quais Sá Carneiro era um dos protagonistas.
Jornalista de rádio e televisão, Cândida Pinto nasceu em 1964, em Torres Vedras. Estudou Comunicação Social no Instituto de Ciências Sociais e Políticas. A 17 de Setembro de 2001, passou a dirigir a SIC Notícias e, posteriormente foi directora-adjunta do Expresso. Fez parte do grupo fundador da SIC e é agora a correspondente da RTP em Washington. Esteve em reportagem no Afeganistão, Iraque, Kosovo, Timor-Leste, Geórgia, Líbia, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Haiti A grande reportagem “Snu” valeu-lhe o Prémio Gazeta em 2005.
Fonte: LeYa




