Depois de uma apresentação marcante no Festival d’Avignon no ano passado, Hepi e Grigor estreiam-se agora no TBA com uma performance em que Hepi questiona se viver na vertigem da extinção intensificou a sedução pelo passado. Ao recriar em palco um mito entrópico relativo às origens, Rinse vai de fim em fim, entrelaçando elementos autobiográficos com as grandes narrativas da arte, do feminismo, da dança, do vazio, do desejo, da cultura popular e da história colonial. Um solo intimista mas épico, baseado numa partitura improvisada, que aprofunda o fascínio de Hepi pelo hibridismo das formas, celebrando a dança como lugar de memória e de resistência.


