Artigo

Realizadoras Britânicas: do esforço de guerra ao free cinema

A década de 1940 e, em particular, os anos da Segunda Guerra Mundial, correspondem ao período de maior afluxo às salas de cinema na história do Reino Unido. Talvez tenha sido uma forma de escapismo, mas o certo é que esses anos marcaram a centralidade do cinema na vida cultural britânica e no seu imaginário. (…)

O resultado: ao longo da década de 1940 e grande parte da década seguinte, o Reino Unido foi o país do mundo que mais empregou mulheres no cinema e, em consequência, que teve mais filmes realizados por mulheres. O presente Ciclo Realizadoras Britânicas: do Esforço de Guerra ao Free Cinema (1940-1964) foca-se em exclusivo nos filmes realizados por mulheres neste país, destacando a singularidade deste momento histórico que acabaria por se diluir a partir do final da década de 1950. (…)

Ao longo deste Ciclo apresentam-se filmes de 16 realizadoras (e esta não é, de todo, uma lista exaustiva) organizados em sessões temáticas onde a curta, a média e a longa-metragem convivem. O principal destaque vai para Muriel Box, a mais prolífica das realizadoras inglesas do século XX. Realizou 13 longas-metragens ao longo das décadas de 1950 e 1960 (e, além disso, foi uma importante argumentista, sendo a primeira mulher a receber um Óscar na categoria de Melhor Argumento Original), das quais vamos apresentar sete. (…) Cinemateca Portuguesa

Programa aqui

cinema
15 junho a 30 junho 2026
Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema
Fotografia: “Simon and Laura” de Muriel Box
Fonte: AgendaLX
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