Prémio Doc Alliance’ 23 para A MORTE DE UMA CIDADE de João Rosas | Melhor Longa-metragem

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A Morte de Uma Cidade, de João Rosas, acaba de vencer o Prémio Doc Alliance deste ano para Melhor Longa Metragem. O Prémio foi atribuído durante a cerimónia de encerramento do Festival Dokufest em Prizren. 

O Júri – Jonathan Ali, programador e curador (Locarno Film Festival, Open City Docs, True/False Film Fest, Sheffield DocFest e Third Horizon Film Festival), Anna Berthollet, CEO da Lightdox, e Arnaud Hée, programador da Bibliothèque publique d’information du Centre Pompidou – dedicou as seguintes palavras à primeira longa do realizador português:

A Morte de uma Cidade” começa de forma bastante simples, como um diário do boom imobiliário da cidade natal do realizador, Lisboa, no rescaldo da crise financeira. No entanto, ao longo das suas quase duas horas de duração, este filme extraordinário abre-se pacientemente para se tornar uma crónica profundamente sentida não só de uma cidade em mudança, mas também dos trabalhadores migrantes implicados na sua construção, das suas esperanças e dos seus sonhos, e das comunidades a que pertencem. O júri felicita João Rosas por uma obra inteligentemente politizada e pelo seu retrato salutar da vida das pessoas que nela vivem, uma exploração incisiva e comovente do rosto da Europa moderna.

A Morte de Uma Cidade foi o filme nomeado pelo Doclisboa para o Prémio Doc Alliance; o Doc Alliance junta os festivais Doclisboa (Portugal), CPH: DOX (Dinamarca), DOK Leipzig (Alemanha), Ji.hlava (República Checa), FIDMarseille (França), Visions du Réel (Suíça) e Millennium Docs Against Gravity (Polónia), e tem como objectivo fazer avançar o género documental, apoiar a sua diversidade e promover – em permanência – filmes documentais criativos, inovadores e originais.

Este Prémio anual, que acaba de ser entregue a A Morte de Uma Cidade, foi criado em 2008 e destina-se a primeiras e segundas longas-metragens de cineastas emergentes. A Doc Alliance distingue a vitalidade e singularidade dos filmes escolhidos enquanto potenciais destinatários do prémio, sabendo que 70% dos cineastas não dão seguimento à sua estreia em longa-metragem com um segundo filme em mente. Este concurso é, por conseguinte, um importante sistema de apoio para que os novos talentos prossigam a sua carreira cinematográfica, ajudando assim a reforçar a sua posição enquanto artistas que procuram apoio financeiro para as suas obras e ajudando o seu trabalho a alcançar novos públicos nos seus países e no estrangeiro.

Além de A Morte de Uma Cidade, também foram distinguidos The Cervix Pass, de Marie Bottois (França, 2022) – nomeado pelo FIDMarseille – na categoria de Melhor Curta-Metragem, e Disturbed Earth, de Kumjana Novakova & Guillermo Carreras Candi – nomeado pelo Dokufest – que recebeu uma menção honrosa.

A Morte de Uma Cidade estreou e integrou a secção de Competição Portuguesa na vigésima edição do Doclisboa, que decorreu de 6 a 16 de Outubro de 2022. O movimento e ritmo urbanos entrelaçados com as vidas das pessoas e com os lugares, são habilmente retratados nesta que é a primeira longa de João Rosas. Anteriormente, o cineasta fez as curtas Catavento (2020), Maria do Mar (2015) e Entrecampos (2013). 

Após a sua passagem pelo festival, A Morte de uma Cidade teve exibição em Maio de 2023, em Lisboa no âmbito do 6.doc, uma iniciativa conjunta do Doclisboa e do Cinema Ideal, que visa levar às salas filmes que marcaram presença na anterior edição do festival.

Fonte: doclisboa.org

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