Águas Turvas, um dos mais emblemáticos romances de Len Deighton (1929-2026), que pertence, a par de Ian Fleming e John le Carré, ao ilustre círculo dos melhores escritores de thrillers de espionagem de sempre. Em Águas Turvas, o segundo romance do lendário autor de Missão de Risco – O Caso Ipcress, Portugal é o epicentro de uma conspiração internacional onde nada fica enterrado – nem submerso. O livro já está disponível em pré-venda online.
Águas Turvas, publicado originalmente em 1963, nasceu durante umas férias. Desta feita, no Algarve, «num apartamento dramaticamente situado, mas algo pobre, no cimo de uma falésia, […] numa varanda com vista para o Atlântico». Revela Len Deighton no posfácio de Águas Turvas. «Naqueles tempos, o sul de Portugal era uma região remota. O aeroporto mais próximo era em Lisboa e a viagem de lá à costa sul era penosa. Mas valia a pena. O Algarve, na ponta da Europa, é uma região pitoresca e é sempre um prazer estar lá.» Para além de ser o palco de Águas Turvas, Portugal foi também palco da vida de Len Deighton, a par da Irlanda, da Áustria, de França e dos EUA, a partir de 1969, quando decidiu deixar a Grã‑Bretanha.
Em Águas Turvas, Deighton coloca a costa portuguesa no centro de uma complexa intriga internacional. Nos anos 60, em pleno Portugal salazarista, um agente dos serviços secretos britânicos é enviado para o Algarve numa missão aparentemente simples: localizar um submarino alemão que jaz no fundo do Atlântico desde a Segunda Guerra Mundial. Mas o que repousa sob as águas não é apenas um destroço de guerra. No seu interior, entre cadáveres de nazis de alta patente, sobrevive um segredo que muitos prefeririam manter submerso. À superfície, ninguém é exatamente quem diz ser, e cada aliado traz consigo uma mentira, uma chantagem ou uma ameaça.
Com uma prosa elegante e um sentido de humor acutilante, Len Deighton subverteu as normas do romance de espionagem clássico. O jornal The Telegraph corroborou: “Len Deighton reinventou o thriller de espionagem.” E o jornal The Times assinalou: “Os seus livros de espionagem mudaram a forma como vemos o mundo.”
LEN DEIGHTON (1929-2026) é considerado um dos melhores escritores de thrillers do século XX. Multifacetado, dedicou-se a temas tão diversos como História Militar, culinária e ilustração. Os seus professores do Royal College of Art apelidavam-no de subversivo, mas foi devido ao seu romance de estreia que Len Deighton passou a ser considerado um iconoclasta. Missão de Risco – O Caso Ipcress, também publicado pela ASA, revolucionou o thriller de espionagem moderno graças ao humor, ao realismo dos personagens e à pesquisa irrepreensível. Para Ian Fleming, foi o indiscutível «Livro do Ano». O sucesso d’O Caso Ipcress prolongou‑se no grande écran com a adaptação de 1965, que baptizou o agente anónimo como Harry Palmer e lhe deu o rosto de Michael Caine. Com os seus romances de espionagem da Guerra Fria e personagens insolentes da classe trabalhadora, Deighton passou a fazer parte do Zeitgeist. Essa influência está bem patente ainda hoje, desde o álbum Bomber, dos Motörhead, aos óculos de Austin Powers, ou até mesmo às referências nos filmes de Quentin Tarantino. A sua extraordinária carreira abarcou quatro décadas, dando origem a vendas de mais de trinta milhões de livros, traduzidos para mais de vinte línguas. Mais recentemente, a televisão voltou a interessar‑se pela sua obra: a BBC adaptou SS‑GB em 2017, e a ITV apresentou uma nova versão d’O Caso Ipcress em 2022. Dividiu até ao fim da sua vida o tempo entre casas na Califórnia, Portugal e Guernsey.
Com tradução de Luís Rodrigues dos Santos, Águas Turvas, de Len Deighton, chega às livrarias a 21 de julho numa edição da LeYa/ASA com 304 páginas e um PVP de 18,50€.
Fonte: LeYa


