Nos dias 12 e 13 de setembro, 56 espaços, 7 percursos e 10 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa abrem portas para revelar património arqueológico habitualmente inacessível – um fim de semana para descobrir a arqueologia que as cidades escondem numa organização do Museu de Lisboa – Teatro Romano.
Na sua 5.ª edição, pela primeira vez, o Open House Arqueologia estende-se a outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Nos dias 12 e 13 de setembro, este evento convida a descobrir, gratuitamente, 56 espaços em Lisboa e 18 nos novos concelhos aderentes, revelando vestígios de diferentes épocas da história, muitos deles escondidos em locais inesperados e habitualmente inacessíveis ao público.
Nascido em 2022 com 11 locais aderentes, o Open House Arqueologia tem vindo a crescer de edição para edição, respondendo ao grande interesse do público: dos 640 visitantes da primeira edição passou para 951 em 2023, cerca de 1800 em 2024 e 2059 participantes em 2025. Em 2026, a iniciativa dá um novo passo, alargando-se territorialmente e reforçando a diversidade dos espaços e das formas de os conhecer.
18 espaços na Área Metropolitana
A grande novidade da 5.ª edição é a adesão de 10 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa: Almada, Amadora, Loures, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira. Cada município apresenta uma programação própria, com visitas a 18 locais, entre museus, sítios arqueológicos e outros espaços históricos, numa iniciativa que pretende aproximar a Arqueologia das comunidades e contribuir para uma maior valorização do património arqueológico.
Entre as propostas, destaca-se a iniciativa do Município de Oeiras, que disponibiliza autocarros para transportar visitantes de Lisboa até Oeiras, onde será possível conhecer, através de visitas guiadas, o povoado calcolítico fortificado de Leceia e a Fábrica da Pólvora de Barcarena.
56 lugares para descobrir a história escondida de Lisboa
A edição de 2026 reúne uma extraordinária diversidade de espaços. Entre os 56 locais aderentes encontram-se 13 museus ou centros interpretativos, 6 hotéis, 3 laboratórios de investigação e reservas de um museu, espaços que raramente estão acessíveis ao público.
A estes juntam-se 6 estabelecimentos comerciais que conservam vestígios arqueológicos no seu interior, 1 igreja, 2 parques de estacionamento, 2 casas particulares e outros equipamentos e espaços públicos.
Sete percursos revelam diferentes tempos da cidade
Outra das novidades desta iniciativa do Museu de Lisboa – Teatro Romano é o reforço da aposta nos percursos arqueológicos, que passam de dois, em 2025, para sete em 2026.
Mais do que visitar um único sítio, os percursos permitem relacionar diferentes vestígios e compreender, de forma mais dinâmica, a evolução histórica de determinadas zonas da cidade. A aposta resulta também da multiplicação das intervenções arqueológicas associadas aos grandes projetos urbanísticos em Lisboa, que têm permitido investigar áreas extensas e revelar novas informações sobre a evolução da cidade.
No total, ao longo do fim de semana serão realizadas 123 vistas, 9 percursos e 1 oficina, 76 no sábado e 57 no domingo, quase sempre conduzidas por arqueólogos, investigadores ou profissionais ligados ao património. Através destas atividades, todas gratuitas, o público é convidado a conhecer vestígios que permanecem ocultos sob a cidade ou integrados em edifícios e espaços do quotidiano, descobrindo histórias que ajudam a compreender as sucessivas cidades que Lisboa foi construindo sobre si própria
Fonte Egeac




