A nova produção original da Filmin, Millennial Mal, estreia na íntegra na plataforma a 16 de julho. Composta por cinco episódios de 30 minutos, esta comédia universitária é criada, escrita e protagonizada pela galega Lorena Iglesias (Balearic, Mamántula), que assina também a realização ao lado de Andrea Jaurrieta.
Além de Lorena Iglesias, o elenco reúne a humorista Isa Calderón, que se estreia na representação, Vito Sanz, nomeado para os Prémios Goya pelo seu desempenho em Volveréis, e as atrizes Victoria Oliver Paula Gala. O elenco português conta com Afonso Laginha, Afonso Pimentel e Helena Caldeira.
Produzida pela Tornasol Media e pela Ukbar Filmes, a série nasceu no âmbito das Residências da Academia de Cinema de Espanha, contando ainda com o apoio do programa Europa Criativa MEDIA – Desenvolvimento e do Governo de Navarra. Desde então, foi selecionada para vários eventos da indústria, entre os quais o Festival de Málaga, o Caballo Interplay e o Conecta Fiction.
A meio caminho entre a comédia universitária Nunca Fui Beijada (Never Been Kissed) e a série geracional Girls, “Millennial Mal” acompanha Judith, uma bibliotecária desempregada de 42 anos que regressa à universidade para poder receber uma bolsa atribuída por engano devido a um erro burocrático. Confrontada com os códigos da vida universitária — festas, visuais, tendências e o medo constante do cringe — decide esconder a sua verdadeira idade e reinventar-se com a ajuda de duas estudantes na casa dos vinte anos. O plano acaba por ir longe de mais, levando-a a perder-se na personagem que criou para si própria.
A partir do momento em que aparece numa festa universitária, Judith torna-se uma figura impossível de ignorar: desperta simultaneamente riso, empatia e desconforto. Entre choques geracionais, situações absurdas e um ritmo frenético, a série constrói uma comédia irreverente, atual e provocadora, que brinca com a ideia, tão partilhada, de poder recomeçar a vida quando já parece ser demasiado tarde.
Chegar tarde à própria juventude
Foi ao aproximar-se dos 40 anos que Lorena Iglesias começou a questionar a realidade da sua geração.
Aos 38 anos comecei a perceber que muitas pessoas da minha idade, já perto dos 40, não estavam a dar os passos que tradicionalmente associamos à vida adulta, explica. Nos meus grupos de amigos quase ninguém tem casa própria, filhos ou um emprego estável. Sinto que os millennials mais velhos pertencem à geração da dupla crise: adultos a caminhar para a meia-idade obrigados a viver como jovens.
Esta reflexão parte da ideia de que os millennials são a primeira geração, desde a Segunda Guerra Mundial, a enfrentar condições de vida piores do que as dos seus pais: precariedade laboral, crises económicas sucessivas, redes sociais, solidão e a persistente sensação de terem chegado demasiado tarde a tudo.
Empurrada para viver como uma jovem de vinte e poucos anos quando já se aproxima dos 40, Judith acredita que desperdiçou a sua juventude e tenta recuperar o tempo perdido. Procura integrar-se, exagera nos comportamentos, ultrapassa todos os limites, desperta empatia… e provoca também muita vergonha alheia.
Para a protagonista, a geração Z representa um ideal difícil de alcançar. Sempre invejei a geração Z. Todos os dias penso, pelo menos uma vez: Quem me dera ter sido jovem agora. Os jovens são autodidatas, empáticos, fluidos e emocionalmente despertos.
É desta premissa que nasce Millennial Mal, uma comédia que observa com inteligência, humor e autoironia a tentativa de uma geração corrigir os erros do passado imitando outra que ainda nem teve tempo de cometer os seus.
A série estreia na Filmin a 16 de julho.
Fonte: Filmin



