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Mar Me Quer

Mar Me Quer, decorre nos dias 12, 13 e 14 de agosto, em Portimão. Com organização da promotora Domingo no Mundo e o apoio da Câmara Municipal de Portimão, a Zona Ribeirinha da cidade algarvia volta a receber três dias de música, cultura e uma forte consciência ambiental, promovendo a sustentabilidade e a preservação dos oceanos e do meio ambiente.
O cartaz musical combina popularidade, relevância digital e ligação às novas gerações. Vão atuar Maiara & Maraisa, dupla fenómeno do sertanejo contemporâneo; Veigh, um dos nomes mais relevantes da nova vaga urbana brasileira; MC Kevinho, um dos artistas mais populares do funk brasileiro da última década; Chico da Tina, uma das personalidades mais marcantes e irreverentes da música portuguesa atual; Lon3r Johny, uma referência da nova música urbana nacional; Cripta, um dos nomes em ascensão no panorama rap português; Noise Tribe, que reforça a componente eletrónica da programação; Orochi, figura central do rap brasileiro contemporâneo; e, finalmente, Kiko is Hot, um dos influencers mais relevantes do nosso país, destacando-se pela relevância junto do público jovem e a crescente projeção junto do público em geral.
Conversámos com os Diretores Artísticos do FestivalAndré Sardet António Gomes:

O Mar Me Quer regressa à Zona Ribeirinha de Portimão com três dias intensos de música, cultura e uma forte consciencialização ambiental, destacando-se pela promoção da sustentabilidade e da preservação dos oceanos. O cartaz reúne artistas de grande relevância e popularidade nacional e internacional, com especial enfoque na ligação às novas gerações e nas tendências musicais atuais.

André Sardet: O Mar Me Quer chega à sua quinta edição cada vez mais afirmado como um festival diferenciador no panorama nacional. Mais do que um evento musical, queremos proporcional uma experiência que alia entretenimento, cultura e responsabilidade social e ambiental.

Somos um festival pensado para um público jovem e familiar, irreverente, atual e consciente, que acredita que a música pode ser um poderoso veículo para promover causas e inspirar mudanças. O cartaz de 2026 reflete isso mesmo, junção de artistas nacionais e internacionais com forte ligação às tendências atuais, sem perder de vista a diversidade de públicos que nos visita todos os anos.

 

O que podem contar-nos sobre a temática ambiental deste ano no festival? De que forma pretendem sensibilizar o público para a preservação dos oceanos e do meio ambiente durante o evento?

António Gomes: A sustentabilidade continua a ser um dos pilares centrais do Mar Me Quer. Temos vindo a construir um festival que procura reduzir o seu impacto ambiental e, simultaneamente, sensibilizar o público para a importância da preservação dos oceanos e dos recursos naturais. Desde encher os lastros de todas as estruturas com água do Rio Arade que é, posteriormente, devolvida, à sensibilização não só do público, como de todo o staff e operadores de street-food, para a importância desta preservação e regras de consumo.

Fomos o único festival do Algarve a ser distinguido com o “Sê-lo Verde”, um reconhecimento que nos motiva a continuar este caminho. Ao longo desta edição continuaremos a implementar medidas concretas, como a proibição de plásticos de utilização única, utilizar apenas copos reutilizáveis, recolha bastante seletiva de resíduos no recinto e backstage, estabelecendo regras bastante apertadas para operadores de stree-food, incluindo beatas de cigarros, que têm um sistema de recolha própria, e ações de sensibilização para todo o público. Procuramos também incentivar à utilização de transportes públicos e recorrer a fornecedores cada vez mais alinhados com a nossa proposta e princípios.

 

Como foi o processo de escolha do cartaz musical desta edição? Quais os principais critérios que consideraram na seleção dos artistas?

André Sardet: O cartaz é construído com o objetivo de representar aquilo que é a identidade do Mar Me Quer. Procuramos reunir artistas que estejam a marcar a atualidade musical, que tenham uma forte ligação ao público e que contribuam para uma programação atual e diversificada. Ao mesmo tempo, fazemos questão de criar um alinhamento que permita cruzar diferentes estilos musicais e gerações de público. Acreditamos que essa diversidade é um dos fatores que mais distingue o festival, indo ao encontro de famílias que estão de férias em Portimão e têm a possibilidade de fazer um plano em conjunto.

 

O festival apresenta uma mistura de estilos musicais e gerações diferentes. Qual é o principal desafio e vantagem em criar um cartaz tão diversificado?

António Gomes: Hoje, a forma como consumimos música mudou bastante. As plataformas digitais aproximaram estilos, culturas e gerações, tornando o público muito mais aberto na descoberta de novos artistas. O principal desafio passa por encontrar um equilíbrio entre diferentes géneros musicais, garantindo coerência na programaçãoe uma experiência consistente para quem nos visita. Em contrapartida, essa diversidade permite-nos receber públicos muito distintos, criando um ambiente inclusivo e intergeracional onde todos encontram artistas com que se identificam.

É precisamente essa capacidade de unir diferentes pessoas em torno da música que queremos continuar a afirmar no Mar Me Quer.

 

De que forma a programação cultural e musical do Mar Me Quer reflete as tendências atuais da música urbana e digital, especialmente ligadas às novas gerações?

André Sardet: O Mar Me Quer acompanha, naturalmente, a evolução da indústria musical. As novas gerações descobrem música através das plataformas digitais e muitos desses artistas que hoje lideram essas plataformas, fazem parte da programação do festival, como é o exemplo de Chico da Tina, a quem foi recentemente atribuída a música mais ouvida do spotify em Portugal.

O nosso objetivo não é acompanhar as tendências, mas sim construir um cartaz equilibrado, que combine nomes relevantes da atualidade com propostas capazes de proporcionar experiências memoráveis ao vivo.

 

Que inovações ou novidades podemos esperar nesta edição, comparativamente às anteriores?

António Gomes: A edição de 2026 representa mais um passo na evolução do Mar Me Quer, sobretudo no reforço da sua estratégia de sustentabilidade e inclusão. Vamos ter a presença de entidades como a Sociedade Ponto Verde, o Eletrão, a ColorAdd, que reforçam o nosso compromisso com a sensibilização ambiental, também na forma como nos dirigimos ao público. No campo da acessibilidade, procuramos também tornar o festival cada vez mais preparado para receber todos os visitantes, independentemente das necessidades.

 

Como tem sido a colaboração com a Câmara Municipal de Portimão e a promotora Domingo no Mundo na organização do festival?

André Sardet: O crescimento do Mar Me Quer resulta de uma colaboração próxima entre a Câmara Municipal de Portimão e o Mar Me Quer, assente numa visão comum para o futuro do festival.

Existe um compromisso claro de ambas as entidades em afirmar Portimão como um destino de referência para grandes eventos culturais, promovendo simultaneamente a sustentabilidade, a valorização do território e o envolvimento da comunidade local. Esta parceria tem sido determinante para consolidar o Mar Me Quer como um projeto diferenciador, capaz de gerar impacto cultural, social e económico para a região.

 

Que papel têm os diretores artísticos na experiência global do festival e na interação com o público?

António Gomes: A direção artística desempenha um papel fundamental na construção da identidade do festival, assegurando que toda a programação traduz os valores que o Mar Me Quer pretende transmitir, ao mesmo tempo que é do agrado do público.

Mais do que apenas selecionar artistas, preocupamo-nos em criar uma experiência atual e envolvente, onde a música, a cultura e também as causas ambientais convivem.

 

Que mensagem gostariam de deixar aos visitantes do Mar Me Quer 2026?

André Sardet: Queremos que todos viva o Mar Me Quer de forma plena. Que mais do que assistir a concertos, façam parte de um movimento que celebra a música, a cultura, a inclusão e o respeito pelo ambiente. O nosso compromisso é continuar a construir um festival onde cada detalhe contribui para uma experiência memorável e onde cada pessoa pode fazer a diferença.

Esperamos receber todos em Portimão para celebrar connosco três dias de música, partilha e consciência, mostrando que é possível viver grandes experiências sem perder de vista a responsabilidade que todos temos para com o planeta.

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