MAAT – O MUSEU QUE DEVOLVEU O RIO À CIDADE

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Quase no final do ano passado, a Fundação EDP “deu à luz” o MAAT, um projecto há muito sonhado de revitalização dos 38 mil metros quadrados que possui à beira Tejo, em Belém, conjugando o icónico edifício da Central Tejo, com um novíssimo espaço expositivo que é já uma das pérolas arquitectónicas da cidade, incluído recentemente na shortlist dos finalistas do Prémio Mies van der Rohe da Comissão Europeia para as melhores obras de arquitectura em território europeu.

O projecto foi da responsabilidade do premiado atelier britânico de arquitectura e design AL_A fundado em 2009 pela arquitecta galardoada com o RIBA Stirling Prize, Amanda Levete, que nos explica que o projecto se baseou “no contexto do local, criando ligações físicas e conceptuais na zona ribeirinha que se repercutem no coração da cidade.”

De facto, o novo espaço da Fundação EDP promove uma ligação da cidade ao rio de forma perfeita. A cobertura, um dos mais atractivos pormenores do projecto e que convive de forma harmoniosa com a natureza envolvente e com a arquitectura industrial da Central Tejo, transformou-se rapidamente num espaço apropriado pelo público que assim, pode circular por cima, por baixo e através do edifício. Os acessos que estão a ser concluídos e que se espera estejam prontos em Maio, contarão com uma nova ponte pedonal que ligará Belém ao Tejo e um projecto paisagístico da responsabilidade do arquitecto paisagista Vladimir Djurovic que envolverá os dois edifícios num parque verde com 300 árvores e mais de 30 mil arbustos.

Passados os primeiros meses de actividade e com o museu encerrado para instalação das novas exposições, os números não podiam ser mais auspiciosos. Desde a sua inauguração, no dia 5 de Outubro, passaram pelo novo edifício do MAAT mais de 200 mil visitantes, que puderam usufruir do museu gratuitamente, o que deixará de acontecer a partir da reabertura agendada para 21 de Março, altura em que passarão a pagar um bilhete único de 9 euros, que permitirá acesso aos dois espaços expositórios.

Para perceber um pouco melhor a estratégia delineada para a futura programação do MAAT, conversámos com o seu Director, Pedro Gadanho, recentemente regressado de Nova Iorque onde ocupava as funções de Curador de Arquitectura Contemporânea do Museu de Arte Moderna (MoMA).

Ler na íntegra aqui

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