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Lou Reed: o Rei de Nova Iorque

“Lou Reed: o Rei de Nova Iorque”

A Casa das Letras edita na próxima terça-feira, 19 de novembro, “Lou Reed: o Rei de Nova Iorque”, “a única biografia que precisará de ler”, escrita pelo jornalista e crítico da “Rolling Stone”. Um livro a transbordar rock’n’roll, que traça o perfil de uma personalidade, tão empática como irascível, de um génio fascinante e contraditório. Como disse Michael Stipe, dos REM: “Cada filho do século XXI que não seja retrógrado deve a Lou Reed um momento de reflexão e agradecimento.”

Reed foi coroado “O Rei de Nova Iorque” por David Bowie, quando o britânico festejou os seus 50 anos em palco e teve o norte-americano como convidado especial. Tantas vezes apregoada, a admiração de Bowie por Reed é apenas um sintoma da influência decisiva do autor de “Sweet Jane” e “Walk on The Wild Side” em muita da melhor música das últimas décadas. Sem Lou Reed e os Velvet Underground, o punk e a música dita alternativa ou independente não teriam tido os mesmos contornos. O que seriam os Joy Divison, Nick Cave ou os REM, fora um número incontável de outros artistas, sem a criatividade visionária e a atitude transgressora de Lou Reed?

A biografia reconstitui as várias dimensões da vida do músico, aborda a sua paixão por literatura, pelas vozes negras e pelo jazz de Ornette Coleman, dos anos na Factory e na proa dos Velvet Underground, dos altos e baixos de um percurso a solo,ao sabor dos excessos, das amizades conturbadas com Warhol e Bowie, da relação com a transgénero Rache Humphreys e, acima de tudo, de um autor pioneiro, que trouxe os dramas da vida adulta para a música popular quando tudo se resumia ao amor. Reed escreveu sobre violência doméstica, toxicodependência, ataques de pânico ou sexualidade não-binária numa altura em que estes temas estavam a décadas de distância de merecer discussões públicas.  Lutou contra o seu negrume ao longo de toda a vida… para aqueles que aceitou como amigos, em especial nos últimos anos, era das pessoas mais leais, amorosas, ternas, e generosas que tinham conhecido.

Will Hermes nasceu em 1960, em Nova Iorque. Jornalista e crítico musical, é colaborador regular da revista Rolling Stone e da National Public Radio (NPR), tendo escrito também noutras publicações, como The New York Times, The Village Voice, SPIN, GQ ou a Pitchfork. É autor do livro Love Goes to Buildings on Fire: Five Years in New York That Changed Music Forever, que retrata a cena musical nova-iorquina nos anos 1970.

Fonte: LeYa

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