Artigo

«João de Ferro», de Robert Bly: O maior bestseller sobre masculinidade

João de Ferro: O grande clássico sobre homens e masculinidade regressa às livrarias a 28 de julho

Obra-prima de Robert Bly, João de Ferro esteve 62 semanas consecutivas no top do New York Times e vendeu mais de um milhão de exemplares. Partindo de um conto homónimo dos Irmãos Grimm, hoje é uma obra de culto por ter aberto caminho à apologia da masculinidade profunda e saudável. Publicado originalmente em 1990, o maior bestseller de sempre sobre identidade masculina volta a estar disponível para o público português, agora numa edição revista e atualizada.

A LeYa/Lua de Papel publica, a 28 de julho, a tão aguardada reedição de João de Ferro – o grande clássico sobre homens e masculinidade originalmente publicado em 1990. Da autoria do premiado autor americano Robert Bly, distinguido com o National Book Award, João de Ferro é hoje uma obra de culto por ter aberto caminho à apologia da masculinidade profunda e saudável – partindo de um conto dos Irmãos Grimm analisado à luz da mitologia, da literatura, do imaginário popular e da psicologia Junguiana.

 

Em 1815 os Irmãos Grimm publicaram um conto invulgar sobre a entrada de um rapaz na idade adulta. Um caçador chega a uma cidade à procura de aventura. Falam-lhe de um monstro que vive escondido num lago profundo, algures na floresta. Sem mais demora, o aventureiro penetra no arvoredo e captura a criatura que acaba enjaulada no palácio, ficando a rainha com a única chave que a poderá libertar. É então que entra em cena o filho dos monarcas, um miúdo de oito anos. O monstro, de seu nome João de Ferro, tenta negociar com a criança a sua liberdade… em troca de uma bola dourada.

A história não acaba aqui. E serve de mote a João de Ferro, a obra mais emblemática de Robert Bly. Ao partir de um conto de fadas, analisado à luz da mitologia, da literatura, do imaginário popular e da psicologia Junguiana, o autor explora a lenta erosão da masculinidade. E justifica-a baseado em dois fatores principais: o fim da “aldeia”, com os seus rituais de passagem, e a crescente ausência do pai enquanto figura modelo (é ele quem sustenta e protege a família).

Obra ainda hoje polémica, que marcou todo um movimento de reivindicação dos valores e valências tradicionais associados ao homem, provoca e ilumina. A enorme erudição do autor e o seu talento para narrar histórias garantem uma leitura feroz e desafiante. Na essência, o que se pretende é redescobrir esse “eu” escondido na floresta, o ser selvagem, que não teme libertar-se da mãe (ou do pai) para procurar a independência e a autodeterminação.

Considerado um livro “importante…atual…poderoso” (The New York Times), João de Ferro é amplamente elogiado pela crítica internacional: “Uma reflexão eclética, brilhantemente escrita, sobre o porquê da infelicidade dos homens de hoje e o que podem fazer para se tornarem mais felizes.” (Deborah Tannen, Washington Post); “Livro sábio e reconfortante, repleto de novas perspetivas, a odisseia de Bly ajudará os homens a lidar com questões de identidade, parentalidade, relacionamentos e crises como adições e divórcio.” (Publishers Weekly); “Oferece ‘um caminho iniciático em oito fases’ para permitir que os homens recuperem um sentido de masculinidade saudável e responsável.” (Kirkus Reviews); “Uma preciosa meditação sobre a aplicação do folclore, arquétipos, psicologia e história a um sentido enriquecido de masculinidade, que vai além do machismo vazio.” Library Journal

Robert Bly foi um poeta, autor, tradutor, ativista e líder do movimento mitopoético masculino – sobretudo desde que publicou a sua obra mais emblemática, João de Ferro. Recebeu vários prémios ao longo da carreira, incluindo o National Book Award (pela sua poesia); em 2013, foi distinguido com a Robert Frost Medal, atribuída pela Sociedade de Poesia da América pelo conjunto da sua obra. Depois de acabar o ensino secundário, Bly ingressou na Marinha norte-americana, onde serviu dois anos. Regressou aos estudos no St. Olaf College, tendo depois sido transferido para a Universidade de Harvard. Seguiu-se um mestrado em Belas Artes na Universidade de Iowa e uma bolsa da Fulbright que o levou à Noruega, onde começou a estudar e a traduzir poesia escandinava. Fluente em várias línguas, teve um papel essencial na tradução de poetas então pouco conhecidos nos EUA, como Gunnar Ekelof, Antonio Machado, Pablo Neruda, Cesar Vallejo, Rumi, Hafez, Kabir e Mirabai.

Traduzido do inglês por João Carlos Silva, João de Ferrochega às livrarias no dia 28 de julho numa edição da LeYa/Lua de Papel com 352 páginas e um PVP de 17,50€.

 

Fonte : LeYa

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