‘Italiana’ de F. Mendelssohn Metropolitana

Aos vinte anos de idade, Felix Mendelssohn partiu de Berlim para uma viagem formativa, daquelas que à época só os jovens ricos tinham o privilégio de fazer. Após passar pela Escócia e por Inglaterra, em maio de 1830 chegou a Itália. Veneza, Bolonha, Florença… em novembro instalou-se em Roma, onde ficaria meio ano imerso numa sociabilidade cosmopolita. Dirigiu então uma carta à família contando que, certa noite, presenciou um Saltarelo dançado pelo pintor francês Horace Vernet e sua filha. Acrescentou que “gostaria de ser pintor”, para fixar a cena num “esplêndido quadro”. Sendo músico, o episódio acabou por ressoar ‘esplêndido’ no final da Sinfonia Italiana (a Sinfonia Alegre).

É com este espírito ensolarado que tem início a Temporada 2026/2027 da Metropolitana. Junta-se-lhe Luigi Cherubini no cenário fictício de uma hospedaria situada na fronteira entre Portugal e Espanha em meados do século XVII. Também Joly Braga Santos, que compôs o seu Divertimento N.º 1 em Roma, precisamente, mas com olhos postos nas paisagens do nosso país.

Programa
L. Cherubini Abertura da ópera L’hôtellerie portugaise
Joly Braga Santos Divertimento N.º 1
F. Mendelssohn Sinfonia N.º 4, Italiana

Ficha técnica:

Pedro Neves – maestro

15 € a 25 €

música
14 setembro 2026
seg: 21h
Teatro Tivoli BBVA
Fonte: AgendaLX
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