Um thriller construído sobre a pergunta que Descartes nunca chegou a terminar.
Quando Mara descobre que o chip no coração de Viktor Sarov é a única coisa a impedir o colapso nuclear global, enfrenta uma equação impossível: o homem que a destruiu não pode morrer. Ainda não.
Mas a questão mais profunda por baixo da geopolítica é mais antiga do que qualquer arma. Um sistema de defesa autónomo que não consegue distinguir entre o portador original e um substituto — porque foi treinado para reconhecer um sinal, não uma pessoa — não é um artifício literário. É uma descrição precisa de como todos os sistemas de reconhecimento de padrões realmente funcionam, despidos das suas abstrações confortáveis e colocados frente a um batimento cardíaco humano.
Descartes perguntou o que permanece quando tudo o que pode ser duvidado foi posto em dúvida. Nietzsche perguntou o que acontece quando uma pessoa deixa de fazer essa pergunta. Frequência de Ressonância vive no espaço entre essas duas respostas — o território que Mara habita há dez anos, e o território que cada leitor habita, em graus diferentes, ao longo de uma vida.
Este é um romance sobre presença. Sobre a diferença entre um sinal que continua a transmitir e uma pessoa que ainda está lá para o produzir. Sobre o erro de dois minutos numa contagem de batimentos cardíacos que uma mente verdadeiramente presente deteta — e uma mente ausente não, porque já não está atenta o suficiente para notar a diferença.
Com quatro personagens principais, este livro procura transformar o leitor na quinta personagem através da sua introspeção e perceção do sistema. Do seu próprio sistema . “Existe um livro escondido por debaixo do livro”.
Atravessando Moscovo, Pequim, Genebra e a estepe mongol, Frequência de Ressonância é um thriller de biofísica, dúvida cartesiana e a lógica aterradora de sistemas que não conseguem distinguir uma pessoa da sua frequência.
Será que já está algo a pulsar no teu lugar?
Por Bernardo Mota Veiga


