Épico e Trágico – Camões e os românticos

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Desde finais do século XVIII, Luís de Camões e alguns temas d’Os Lusíadas conhecem crescente divulgação internacional, contextualizados numa cultura pré-romântica. A própria vida aventurosa do poeta torna-se motivo literário e artístico.

Francisco Vieira Portuense realiza uma série de composições, visando ilustrar cada um dos 10 Cantos do poema, num projeto para uma grandiosa edição. Essa publicação nunca será concretizada mas, no início de 1817 saía em França uma amplamente ilustrada d’Os Lusíadas, por iniciativa do Morgado de Mateus.

Por estes mesmos anos, vários criadores portugueses, todos a viver fora do país, consagram obras celebrativas a Camões: Domingos Bomtempo dedica-lhe uma Missa de Requiem, em 1817, e Almeida Garrett compõe um extenso poema, editado em 1825. Coincidentemente, em 1824, Domingos Sequeira, apresenta, no Salão de Paris, o quadro A Morte de Camões que, no final, envia para o Rio de Janeiro, oferecendo-o ao imperador D. Pedro.

A obra perdeu-se, mas subsiste um conjunto de desenhos preparatórios que evocam o poeta nos últimos momentos de vida, recebendo a terrível notícia da derrota de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. Em 2024, quando se celebram os 500 anos do nascimento de Luís de Camões (1524-1580), expõe-se um conjunto de obras, comissariado por Alexandra Markl e Raquel Henriques da Silva, que evocam o contexto em que o poeta foi transformado em figura mítica para o romantismo português.

Terça a domingo, das 10h às 18h

artes
12 julho a 29 setembro 2024
vários horários
Museu Nacional de Arte Antiga
Fonte: AgendaLx

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