Douro & Porto Wine Festival

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Num dos mais bonitos cenários do mundo vínico, o Douro recebeu nos dias 17 e 18 de Setembro, a primeira edição do Douro & Porto Wine Festival.

A promoção dos vinhos do Douro e suas quintas e os produtos gastronómicos da região ganharam destaque através das arrojadas propostas de renomados chefs nacional e internacionalmente fazendo as delícias de quem se deslocou ao festival que decorreu em Lamego.

A música é inevitavelmente o chamariz para o grande público e nomes como Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar, Lx-90, Kick Out The Jams), Sérgio Praia, com a Banda do Filme Variações, Fafá de Belém, num concerto único e preparado ao detalhe para o Douro e Gipsy Kings by Diego Baliardo, Irma, Tiago Bettencourt, The Stranglers e Pedro Abrunhosa foram os responsáveis por animar e entreter os milhares de pessoas que aderiram ao festival.

Neste primeiro Douro & Porto Wine Festival, quisemos conhecer Diogo Marques, responsável pelo evento que nos explicou o conceito e as expectativas para os próximos anos.

Num espectacular pôr do sol, com uma temperatura agradável, decidimos abrir uma garrafa de vinho do Douro enquanto se ouviam as primeiras bandas do festival… adivinhava-se já o sucesso do resto da noite.

 

Primeiro evento! Diogo, qual o conceito deste festival e quais as expectativas?

 O Douro & Porto Wine Festival é uma marca registada do IVDP – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, onde nós assinámos e temos a concessão de 6 anos renováveis para a realização do festival tal como temos com a Câmara Municipal.

É fundamental o apoio do Turismo Porto e Norte e Turismo de Portugal para promover os vinhos, a região e a gastronomia.

Somos o maior festival de vinho do país, num espaço onde a gastronomia, o vinho, a música e o entretenimento se celebram num equilíbrio ideal.

 

Enquanto falamos estamos a assistir a algo fora do comum, o que reflecte o conceito deste festival. Fala-nos um pouco desta experiência.

 

Não é normal ver o que estamos a assistir, chefes Michelin, chefes de todo o país, de Bragança a Lisboa neste Cooking Stage. Enquanto evento nacional e Internacional promovemos e divulgámos no Reino Unido, Espanha e outros países da Europa, bem como no Brasil com a nossas 4 agências de comunicação, para públicos diferentes.

O Douro é Património Mundial, e um dos propósitos deste palco foi desafiar os chefes convidados a criar propostas, pratos, só com produtos locais!

Um projecto com a curadoria do Chefe Miguel Castro e Silva, um amante do Douro, que trabalha já há alguns anos com diversas quintas do Douro, inclusive na Quinta do Ventozelo onde tem um restaurante. Este é um palco dinâmico, temos músicos a entrar, por exemplo a Fáfá de Belém quando acabar de actuar vem a este palco degustar e interagir com os chefes.

O Cooking Stage é então responsável por levar o melhor do entretenimento e gastronomia nacional até às margens do Douro. Miguel Castro e Silva é o curador deste palco, que conta com José Julio Vintem, Marlene Vieira, António Loureiro, Catarina Nascimento, Tiago Bonito, José Guedes, Dirk Niepoort e Fernando Alvim para criar momentos imperdíveis.

 

O vinho tem um papel fundamental nestas experiências e vejo o presidente do IVDP neste palco a participar de forma entusiasta! Qual a importância de trazer os vinhos do Douro e do Porto para este cenário?

O vinho é Rei, quisemos com isso fazer diversas harmonizações com diferentes vinhos, diferentes castas do Douro, com os pratos que os chefes estão a preparar. Explicando o porquê de determinados vinhos “casarem” bem com determinados pratos.

Os vinhos são dos expositores de várias dezenas de produtores do Douro que estão aqui no recinto. Nós temos muito espaço para expandir, estamos a ocupar cerca de 3 hectares dos 6 que temos, por isso temos muito para crescer. Esta é a primeira de seis, só esperamos que continue.

 

Eis que entra a música neste cenário! Enquanto conversamos estamos a ouvir a banda do filme “Variações” – Qual o enquadramento da música, os artistas, nesta edição?

Nós temos 3 eixos principais neste festival, a gastronomia, os vinhos e música.

O eixo da música é muito importante pois é um dos factores de atractividade das pessoas. Este ano optámos por dois dias completamente diferentes, um dia mais rock e outro mais festa. Obviamente estrategicamente para receber milhares de pessoas nestes dois dias.

 

Qual foi o apoio, a vontade das entidades envolvidas? Refiro-me às autarquias, entidades municipais e outros organismos?

Todos incríveis e incansáveis! Para ter uma ideia nós fechámos contrato no final de Junho e estamos a fazer um evento em Setembro! Nós enquanto organização resolvemos arriscar e lançar já em 2022, pois era o regresso pós pandemia, e decidimos fazer já este ano o festival.

Vamos todos e vamos juntos! Foi a mensagem que nos transmitiram e obviamente isso dá muita força! Não é só a Câmara Municipal de Lamego, é a CIM Douro, é toda a região que está connosco no festival. Mais perto Lamego e Peso da Régua (dois distritos e dois concelhos)

 

Recursos humanos, técnicos, logística? Como foi trabalhar com fornecedores locais, pois sei que era importante ter esse cunho!

A maior parte das pessoas que trabalham connosco são daqui, os fornecedores de todas as comidas são locais… a senhora do pão, dos vegetais, o homem das carnes. Tudo o que está a ser confeccionado é com produtos da região.

Nós fazemos com que a economia gire um pouco e o objectivo é que não fiquemos cingidos a este evento de dois dias, uma vez por ano. Daí termos aberto sede da empresa aqui em Lamego, temos estrutura aqui de forma a podermos continuar a organizar outros mini eventos ao longo do ano e manter viva esta dinâmica do festival e do seu conceito.

 

Este será então um ano de experiência e perceber o que melhorar nos próximos anos?

Sim de certa forma sim, nós temos muita experiência em dois sectores, a parte da gastronomia, fazemos em Lisboa eventos como a “comidas do mundo” entre outros, que resultam muito bem, e depois temos muitíssima experiência a nível de palco, artistas. E isso ajuda a que consigamos ligar os dois sectores de forma e de acordo com o que definimos. Aqui, neste primeiro festival estamos a procurar esse caminho.

 

O tempo ajudou e isso contribui para o sucesso destas iniciativas ao ar livre.

O tempo está fantástico, e só de pensar que uma semana antes do evento estávamos a pensar no pior… estas pedrinhas que pisamos neste momento, só aqui estão porque na semana passada este mesmo lugar estava coberto de água (risos)

Tivemos de fazer obra extra, mas faz parte! É um processo e felizmente com as parcerias Câmara Municipal, IVDP e com o Turismo conseguimos montar uma infra-estrutura total aqui. Iluminação pública, rede de esgotos, rede eléctrica, etc… o espaço está assim preparado para as próximas edições.

Próximo ano está já confirmado para 15 e 16 Setembro. O festival regressa a Lamego e estão todos convidados!

Obrigado e sucesso para as próximas edições!

 

Por: Bruno Esteves

Créditos Fotográficos: Novum Canal

 

 

Sustentabilidade

Consciente da necessidade crescente de contribuir para um planeta mais ecológico e menos poluído, o Porto & Douro Wine Festival assume o compromisso de praticar e promover acções de sustentabilidade, alinhadas com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para a década 2020/2030, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Tendo como principais objectivos a redução da produção de resíduos e o desperdício zero, o Festival procura fortalecer a cultura de sustentabilidade e responsabilidade, combater as mudanças climáticas com acções locais, fomentar a conservação dos recursos naturais e adotar práticas de produção e consumo mais sustentáveis.

Assim, trabalha no sentido de promover a redução da produção de resíduos dos parceiros e festivaleiros, promover a reutilização de resíduos produzidos em fase de montagem, desmontagem e durante o festival e, no final, encaminhar todos os restantes para reciclagem.

 

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