CASA DA PASSARELLA APRESENTA “VINDIMA 2011”, E OUTRAS NOVAS HISTÓRIAS ESCRITAS COM VINHO

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O icónico vinho criado por Paulo Nunes na sub-região da Serra da Estrela, no Dão, nasceu das sete vinhas das terras da Passarella. A 11 de outubro de 2011 foi feita uma cuidadosa escolha do momento exato para a vindima. Após 11 anos de estágio, escreve-se um novo capítulo na história da Casa da Passarella.

Casa da Passarella, produtor de vinhos da sub-região da Serra da Estrela, no Dão, lança o Casa da Passarella Vindima 2011, uma nova colheita que chega agora ao mercado, após 11 anos de estágio. Um vinho que traz no seu ADN 130 anos de história, vinificação antigos, castas de vinhas centenárias e um legado geracional, que fazem parte da essência e da identidade desta casa centenária.

Onze anos de espera que deram origem a um vinho de cor vermelho rubi, intenso e de grande complexidade aromática, onde predomina a fruta vermelha com especiarias e um toque balsâmico. A vinificação foi feita, como desde sempre, em lagar de granito e, em maio de 2013, iniciou um longo processo de maturação em garrafa. Em abril deste ano procedeu-se à minuciosa tarefa de rearrolhamento manual. “11 anos, foi o tempo exato que demorou a conceção, crescimento e maturação de um vinho criado para receber o nome da Casa da Passarella e perpetuar o nosso património, que se estende por bem mais de um século. Na realidade, este é um vinho que carrega consigo a responsabilidade de mais de 130 anos da nossa história”, explica Paulo Nunes, enólogo da Casa da Passarella.

O Vindima 2011 nasceu das sete vinhas próprias da Passarella, onde se incluem várias parcelas centenárias, com mais de 20 castas autóctones. Foi feita uma cuidadosa escolha do momento exato para a vindima, a 11 de outubro de 2011 e, passados onze anos, em outubro de 2022, a Casa da Passarella declara-o pronto a receber o seu nome e a perpetuar o seu património.

Talvez a história, de facto, se repita. O Casa da Passarella Vindima 2011 é uma história que se escreveu devagar, reforça o enólogo da Casa da Passarella.

O “Vindima”, que vê agora apresentada a sua segunda edição, é um ícone da Casa da Passarella, que o ano de 2009 eternizou. Após uma criteriosa seleção das parcelas a vindimar, bem como a escolha do momento exato para a vindima, o vinho foi engarrafado após dois invernos, em 2013, fazendo depois um longo – e raro – processo de maturação em garrafa.

 

Da vinha ao vinho, o Vindima 2011 é o herdeiro de histórias fascinantes, de tradições que foram partilhadas, de pais para filhos, tanto por grandes nomes da enologia portuguesa do passado, como por gente humilde e sábia para quem estas terras não têm quaisquer segredos. Histórias que quisemos guardar em cada uma destas garrafas”, afirma Paulo Nunes.

A par deste novo e brilhante capítulo, outras novidades acabam de chegar das terras da Casa da Passarella.

Vinhos como o Casa da Passarella Villa Oliveira Encruzado 2019. Sendo a primeira marca criada pela Casa da Passarella, o Villa Oliveira nasceu originalmente há mais de 100 anos. Um vinho que vem prestar uma homenagem fiel à história desta casa, em edições extremamente limitadas. Nasce de uvas colhidas manualmente, 100% Encruzado, com início de fermentação em curtimenta e final em barrica.

Casa da Passarella O Fugitivo Curtimenta 2020, um conceito para vinhos que acontecem. Por condições únicas em anos únicos. Por uma inquietação constante, um desafio a todas as normas. Poderiam ser chamados “vinhos de coleção”, mas são sobretudo vinhos para serem encontrados. E acima de tudo, descobertos. A Curtimenta, uma técnica que sempre foi usada na Casa da Passarella na elaboração de vinhos brancos, embora este método seja habitualmente usado para vinhos tintos, produz vinhos de enorme carácter, personalidade e diferenciação.

 

Casa da Passarella O Fugitivo Barcelo 2021, um novo retorno à raiz mais profunda da Passarella: a vinificação ancestral de castas presentes nos lotes históricos de vinhas velhas. Em 2021 escolheu-se criar um monocasta Barcelo. Pelo carácter diferenciador, famoso pela delicadeza aromática e estrutura, mas também pela história que esta casta singular soube escrever no passado desta casa centenária.

Utilizada na Passarella há mais de um século, a casta Pinot Noir está muito longe de ser uma novidade. Serviu de base aos célebres ensaios de espumantização do Dr. Mário Pato nos anos 1930, e mais tarde foi a casta que serviu de “meio de cultura” para as leveduras autóctones da Casa da Passarella, dada a sua precocidade de maturação, que implica uma irrepreensível sanidade. Em 2019, a Passarella decide repetir a história – mas agora junta, à capacidade da casta para fazer o seu “fermento”, a exemplar capacidade de fazer um grande vinho: Casa da Passarella O Fugitivo Pinot Noir 2019.

Desde 1892 que a Casa da Passarella, em Gouveia, no Dão, faz grandes vinhos, com as montanhas da Serra da Estrela por testemunhas. Tempo e ‘terroir’ são traves-mestras na história que ela conta. Com 60 hectares de vinha, divididos entre sete vinhas únicas e singulares, onde se incluem várias parcelas centenárias, é com castas destas últimas que o enólogo Paulo Nunes gosta de experimentar e fazer criações diferentes. O resgate de castas do Dão negligenciadas ou esquecidas é uma das missões que Paulo Nunes tomou para si, recuperando património da região. Mas a responsabilidade de honrar esse passado não retirou ao enólogo o prazer de criar grandes vinhos, pois como o próprio assume, só gosta da sua profissão porque se diverte a trabalhar.

A complexidade e a mística encontradas num vinho da Passarella revelam um vinho não monocórdico, com notas que se vão expressando, e que em meros segundos se vão revelando e apresentando-se a quem deles desfruta. Esta é a verdadeira expressão deste terroir, a essência destas vinhas, e a identidade dos vinhos da Casa da Passarella.

Fruto do acaso, da generosidade da natureza, de uma forma de estar, ou do talento de quem passou pelas terras da Passarella, estas terras da sub-região da Serra da Estrela assistiram à criação de vinhos que passaram pelo crivo do tempo e lhe sobreviveram com distinção, ao longo de mais de um século de vida.

“Com a terra como página em branco, continuamos a escrever as nossas histórias, colheita após colheita. O Vindima 2011 é mais uma história da Casa da Passarella. Os vinhos da nossa casa são capítulos de uma história que está a ser escrita, desde 1892”, finaliza Paulo Nunes.

 

Nunca se saberá se foi o clima, se foi a terra. Se foi o talento das pessoas que passaram pelas terras da Passarella e das suas apaixonantes histórias e personalidades. Ou se terá sido, pura e simplesmente, sorte.

Aquela mesma sorte que fez com que tudo isto se encontrasse, no mesmo lugar, na altura certa, como uma bênção de planetas alinhados, de sol e chuva e da curiosidade dos homens. Uma coisa é certa.

Silenciosa e imponente, a velha montanha tem assistido do alto ao nascimento de grandes vinhos neste pedaço de terra do Dão que tem a seus pés.

 

Foto: Anabela Trindade @Casa da Passarella

Fonte: Chefsagency

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