Conhecido essencialmente pela sua profícua e aclamada obra poética, João Luís Barreto Guimarães (Porto, 1967) venceu, em 2025, o agora denominado Prémio de Teatro Carlos Avilez – SPA/ Teatro Aberto, com Caravana.
Nesta sua estreia na escrita para teatro, o poeta e tradutor usa as quatro fases da lua para “intitular poeticamente os quatro atos da peça”. Neles, acompanham-se a evolução de um homem solitário, identificado apenas como Ele (Joaquim Horta), que habita numa caravana aparcada algures num terreno badio. Ali, ele recebe em “fugazes encontros noturnos” três mulheres – nomeadas como Ela, a Rapariga e a Mulher (interpretadas por Rita Calçada Bastos) – com quem estabelece “jogos de sedução, em que as personagens procuram conhecer-se e também esconder-se”.
Segundo o júri do prémio que vem distinguido anualmente, desde 1997, o melhor da dramaturgia em língua portuguesa, Caravana contém “uma trama com momentos de aproximação e distância, dúvida e incerteza, que prende a atenção do leitor/ espectador, convocando-o a descobrir o que se oculta atrás das máscaras das personagens”. A peça chega agora ao palco numa encenação de João Pedro Vaz. FB
Ficha técnica:
Novo Grupo/Teatro Aberto e Teatro Nacional São João. Texto de João Luís Barreto Guimarães; encenação de João Pedro Vaz; com Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos.
17 € – preço normal (ver descontos aplicáveis)
11,90 € – dia do espectador (quarta)


