Esta criação coletiva da Companhia do Chapitô “tece o retrato de combatentes que vivem numa cidade sitiada, onde o cenário bélico coloca em cheque a sua humanidade. Como Gandhi proclamou com veemência, “A guerra é o maior dos tormentos que afligem a humanidade; é a mãe de todas as misérias.” Enquanto persistem na busca de uma normalidade frágil, entre os embates brutais, esses soldados testemunham a lama, o frio cortante, a fome crua, a morte onipresente, a devastação que tudo consome e o desespero que permeia o campo de batalha. São compelidos a questionar, como sussurrado pelo absurdo marcial, “o sentido de suas existências num mundo à mercê da irracionalidade guerreira.” As Formigas emerge como um brado de repúdio à guerra e à desumanização, como um lembrete angustiante da fragilidade humana diante da brutalidade do campo de batalha.
Adrian Martin, australiano atualmente radicado em Espanha, é uma presença indispensável na cena crítica internacional desde os anos oitenta. Ligado ...
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