Artigo

As artimanhas de Scapin – Molière/ Comuna

Durante a ausência dos pais, Otávio e Leandro, jovens provenientes de famílias de mercadores abastados, apaixonam-se por mulheres de classe inferior. Mas os progenitores regressam mais cedo do que o esperado, e apresentam o plano de fazer bons casamentos para os filhos. Desesperados, e vendo o amor posto em causa pela teia de interesses de seus pais, os dois decidem recorrer aos préstimos de Scapin, um criado reconhecido pela sua astucia e esperteza.

Talhado como um espetáculo despojado, quase mínimo, embora maximizado pelo texto e pelo trabalho dos atores, a Comuna apresenta As artimanhas de Scapin, farsa em que Molière (1622-1673) vai beber diretamente ao espírito da commedia dell’arte e, com a sua infatigável capacidade de observação do comportamento humano, cria, como refere o encenador João Mota, “o elogio desse povo anónimo que com os seus saberes adquiridos nessa luta diária de sobrevivência perante uma sociedade de fraudes, mentiras e snobeira”, consegue, embora periclitantemente, triunfar.

Mal amada durante a vida do brilhante comediógrafo e filosofo, Les Fourberies de Scapin é ainda hoje uma das peças mais representadas do repertório teatral francês. A tradução escolhida é a de 1962, da autoria do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. FB

Reservas: T. 217221770 ou teatrocomuna@sapo.pt

TEATRO

Até 1 novembro 2020
qua: 21h; qui: 21h; sex: 21h; sáb: 21h; dom: 16h
Teatro da Comuna

Ficha técnica:

Comuna Teatro de Pesquisa. Molière, texto; João Mota, encenação; Carlos Paulo, Daniela Santos, Gonçalo Botelho, Hugo Franco, Igor Sampaio, Marco Paiva, Miguel Sermão, Patrícia Fonseca e Rogério Vale; interpretação.

 

Fonte Agendalx

 

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