Artigo

Árvores de Lisboa

Pinus pinea L.

Pinheiro-manso

 

Nativo de Portugal Continental, o pinheiro-manso é uma espécie com presença marcante na cidade de Lisboa. A sua singularidade, pelo seu colossal porte e copa arredondada, destaca-se quer em maciços arbóreos como no Parque Florestal de Monsanto, quer em manchas integradas com outras espécies ou em alinhamento de caminhos ou enquadrar vistas e monumentos como no Castelo de São Jorge, na Torre de Belém, no Parque Eduardo VII e no Parque das Nações.

No levantamento arbóreo de 64 jardins e parques, realizado em 2014, no âmbito do Projeto LX GARDENS – Jardins e Parques Históricos de Lisboa: estudo e inventário do património paisagístico (coordenado pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia), das 27610 árvores referenciadas foram identificados, em 29 jardins, 983 espécimes de Pinus pinea, esta relevante representatividade coloca esta espécie em 5º lugar quanto às 799 espécies identificadas.

O pinheiro-manso pertence à família das Pinaceae e ao género Pinea. É uma árvore resinosa de folhas perenes que se caracteriza morfologicamente pelo seu tronco geralmente direito, de cor cinzento-escuro, muito gretado. Com as suas folhas aciculares (conhecidas por agulhas), com 10-20 cm de comprimento, que se agrupam em pares. O seu fruto é a pinha – solitária ou em grupos de dois ou três – com uma semente comestível, o pinhão. As pinhas amadurecem ao fim de três anos, e libertam os pinhões na primavera do quarto ano. Do género Pinea existem várias espécies que se destacam, pelo seu porte, forma, tipo de pinha e comprimento das agulhas. Uma forma interessante de distinguir as diferentes espécies, é através do número de agulhas agrupadas, por exemplo: uma agulha (Pinus monophylla); grupos de duas agulhas (P. pinea, P. pinaster, P. halepensis, P. nigra, P. sylvestris); grupos de três agulhas (P. canariensis, P. radiata) e grupos de cinco agulhas (P. strobus, P. wallichiana, P. ayacahuite).

Para além de um elevado valor ecológico e estético, o pinheiro-manso proporciona conforto urbano que facilita a comunicação. Muito provavelmente, o leitor já teve a oportunidade de usufruir, numa tarde de sol, da sombra de um pinheiro para fazer um piquenique, ler, conviver, praticar desporto ou simplesmente contemplar a paisagem.

 

Por Ana Luísa Soares e Ana Raquel Cunha

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