Alfama celebrou Amália no seu centenário

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Lisboa, Fado e Amália são três elementos inseparáveis. Nas ruas da cidade respira-se a personalidade da sua canção e esta tem como expoente máximo a voz da maior Diva que o Fado conheceu, Amália Rodrigues.

2020 foi o ano em que se celebrou o centésimo aniversário do nascimento de Amália e Lisboa prestou-lhe vários tributos. Um deles foi no principal festival de Fado da cidade, o Santa Casa Alfama, onde não faltou a música que a tornou célebre nacional e internacionalmente. Embora este ano tenha sido realizado em moldes diferentes por causa da pandemia, quem passou por Alfama por altura do festival pode sentir a magia do Fado através da sua música, mas também por diversas iniciativas, como um espetáculo de vídeo mapping sobre a vida e obra da fadista ou uma exposição em parceria com a Fundação Amália, que integra objetos pessoais de Amália.

Também a Santa Casa quis proporcionar aos seus utentes mais velhos, muitos deles isolados desde o início da pandemia e impossibilitados de frequentar os centros de dia, levando até si, em parceria com a Música no Coração, a iniciativa Fado à Janela, tentando minimizar os efeitos deste isolamento ao levar fadistas a cantar Amália à janela nos bairros mais típicos de Lisboa.

Santa Casa apoia o Fado

A ligação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ao Fado vem desde há muito. Ao longo de vários anos, alguns dos principais fadistas portugueses passaram pelos centros de dia da instituição cantando para os utentes da Santa Casa. Numa segunda fase desta iniciativa, chamada Encontros com Vida, eram os idosos que saíam dos equipamentos e se deslocavam a casas de Fado para poder assistir a espetáculos sempre especiais.

Desde 2017, a Santa Casa passou a apoiar o principal festival exclusivamente dedicado a esta canção, numa clara mensagem de apoio à cultura e aos artistas nacionais. A partir de 2018, passou a dar nome ao Santa Casa Alfama. Com este apoio, a instituição quis também, à semelhança do que já fazia noutros festivais de música, criar condições para que as pessoas com mobilidade reduzida possam desfrutar dos concertos com toda a comodidade e segurança.

Já este ano, e por ocasião do centenário da Diva, a Santa Casa e a Fundação Amália celebraram um protocolo com o objetivo de apoiar a Fundação a criar condições de acessibilidade e conforto a pessoas de mobilidade reduzida e a requalificar o espaço destinado a reservas museológicas.

Por: Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

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