#4 RELATIVIZAR A DOR

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«A Bibliotecária de Auschwitz» de Antonio G. Iturbe

Antonio G. Iturbe é jornalista. «A Bibliotecária de Auschwitz» é o resultado de uma profunda pesquisa sobre o Holocausto, dando especial ênfase à jovem Dita que se torna a bibliotecária do Bloco 31, responsável pelo cuidado de uma biblioteca formada por apenas oito livros em papel e alguns livros vivos. Os livros vivos eram representados pelas pessoas que em si guardavam algumas das melhores histórias para contar às crianças daquele barracão familiar.

A jovem Dita, através dos seus estimados livros, que conserta sempre que retornam ainda mais velhos e estragados, vai suportando a agrura dos dias e a violência das SS, resguardando-se na imaginação e nos pilares das histórias escondidas.

Este livro é um verdadeiro hino à beleza das pequenas coisas: “(…) Se o homem não se emociona com a beleza, se não fecha os olhos e põe em marcha os mecanismos da imaginação, se não é capaz de interrogar-se e vislumbrar os limites da sua ignorância, é homem ou é mulher, mas não é pessoa; nada o distingue de um salmão, de uma zebra ou de um boi-almiscarado.”

Por Denise Rolo

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