Artigo

1º Colóquio de Fotografia da Maia

Autarquia e Associação Dez Quinze promovem iniciativa nos dias 26 e 27 de Maio

Ao contrário daquilo que se poderá depreender da palavra encimada no título: ‘Colóquio’ é, neste caso, algo que faz mais sentido do que sentado. É esta a dinâmica da iniciativa cuja organização pertence à Câmara Municipal da Maia, através do Pelouro da Cultura, em colaboração estreita com a Associação Cultural Dez Quinze, que assume a curadoria do evento. Desta coprodução entre as duas entidades resulta a pretensão de agitar os participantes a reflectirem sobre o fenómeno da fotografia, consagrando também algum tempo para a experimentação ao longo dos dois dias de programação: 26 2 27 de Maio (sexta e sábado).

Workshops, convidados/especialistas, debates e apresentações de livros da especialidade compõem o positivo ramalhete fotográfico da iniciativa que decorrerá no Fórum da Maia.

Assim, no primeiro dia, 6 de Maio, o tempo será inteiramente dedicado a um workshop de fotografia, orientado pelo Instituto de Produção Cultural e Imagem do Porto, destinado à comunidade escolar da Maia, no período da manhã, entre as 09h30 e as 12h30. Em plano sequencial, mas tendo como destinatário o público em geral (jovens adultos e adultos), na manhã do dia seguinte, 27 de Maio, entre as 10h00 e as 13h00, terá lugar uma outra sessão do workshop de fotografia, também com três horas de duração (a participação é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia), o desafio temático é desta feita a “Fotografia de rua”. Os participantes vão ‘respirar… fotografia’ uma vez que, para além do trabalho nas salas, vão de igual forma captar, ou capturar, coisas/objetos e instantes no exterior do Fórum da Maia.

No período subsequente, entre as 14h00 e as 15h30, o mote temático será o das apresentações de projectos fotográficos, dito no plural face à presença de dois especialistas em palco com conteúdos e abordagens diferentes.

O primeiro, Rui Luís, irá explicitar aos presentes em que consiste o projeto de sua autoria “Ideias no escuro”. Em linhas gerais, o especialista começa por ser uma espécie de “recoletor arquivista”, que reúne um conjunto de negativos, imagens de arquivos, de colecções particulares e/ou memórias familiares dispersas as quais chegam à sua posse por via de aquisição direta ou através de doações que lhe são feitas. São tratadas e sujeitas a uma mediação de coerência por via de trabalho direto ou através de convites a pessoas que assumem a curadoria do material, seja ele fotográfico, videográfico ou filmográfico.

Por seu turno, Carlos Lobo, que é fotógrafo, músico, investigador e programador na área da fotografia, apresentará o projecto: “I Would Run This Way Forever and Over Again”, um título que possui uma vontade determinada e que se converteu em suporte de livro de fotografia e que o autor, entre outras coisas, classifica como um “poema delicado…” de carácter pessoal, que versa de forma imagética a vida familiar, a juventude, a beleza e a ternura. Diferentes tópicos reunidos que vão ser dados a conhecer ao público.

E se o interesse suscitado nesta altura pelo primeiro ‘bloco de apresentações’ dos convidados já será certamente digno de registo, mais se acentuará ainda com a presença de duas profissionais com chancela qualitativa em termos de percurso na área: Pauliana Valente Pimentel e Luísa Ferreira, isto pouco depois das 15h30.

Pauliana Valente Pimentel pertenceu ao icónico colectivo [Kamerafoto] e faz exposições regulares desde 1999. Em 2005 participou no curso de fotografia do Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Para além de fotógrafa, é também realizadora. Em 2015 recebeu o prémio de Artes Visuais pela Sociedade Portuguesa de Autores. Estas são algumas das credenciais da autora que irá também apresentar a matéria fotográfica que molda o seu percurso profissional.

No caso de Luísa Ferreira deu-se uma deriva da formação em geografia para a fotografia. A génese do trabalho profissional deu-se em meados de 1980. Volvidos nove anos passou a integrar a equipa de fundadores do jornal diário Público, onde trabalhou ao longo de sete e de forma adicional mais dois para a agência de notícias norte-americana Associated Press. Continua a colaborar com a imprensa e expõe individualmente com regularidade desde 1989. É fotógrafa independente, vive e trabalha em Lisboa.

Deve sublinhar-se que as referidas apresentações contam com projecções de imagens dos autores e esses artefactos fotográficos servirão como auxiliares de reconhecimento do labor dos mesmos, bem como de recursos de explicitação dos respectivos processos criativos. Como rodapé do programa, a denominada ‘cereja no topo’ do bolo, pelas 17h00 (com final previsto para as 19h00), terá lugar o debate geral sob o signo temático: “Fotografia: o poder da imagem na era digital” cuja moderação estará a cargo de Manuela Matos Monteiro (Diretora das Galerias Mira, Porto) e que terá como intervenientes os convidados: Carlos Lobo, Luísa Ferreira, Pauliana Valente Pimentel e Rui Pedro Luís.

O acesso à iniciativa é livre, a única acção condicionada é a participação no workshop de sábado de manhã, dia 27, que requer uma inscrição prévia através de: infocultura@cm-maia.pt

Fonte: José Farinha
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