Viseu Património ou a descoberta de uma matriz identitária da cidade

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Foi sobre casas e cidades que conversámos com Raimundo Mendes da Silva, um dos maiores especialistas nacionais em reabilitação e a cara da equipa que catapultou a Universidade de Coimbra a Património Mundial. Sobre casas e cidades que, mais do que memórias , devem ser a imagem viva e vívida das origens ancestrais de uma tradição cultural própria que merecem ser preservadas. Sobre casas que foram lares, com história e com estórias para contar e que globalmente constituem a matriz identitária de cada cidade e, no limite, de cada país.

A defesa dessa integridade cultural passa, obrigatoriamente, pela recuperação e preservação do seu património arquitectónico. Reabilitar, de forma coerente e responsável os nossos centros históricos é essencial para garantir a manutenção da identidade histórica às gerações vindouras e para devolver à paisagem o seu diferencial mais importante e enriquecedor. Num país que “constitui, de há muito, um exemplo tristemente esclarecedor dessa sanha descontrolada de anti-património”, para usar a expressão de Vítor Serrão, conversar com Raimundo Mendes da Silva é uma lufada de esperança.

Professor do Mestrado de Especialização em Reabilitação de Edifícios e dos Mestrados Integrados em Engenharia Civil e Arquitectura, nas áreas da Tecnologia das Construções, Reabilitação Não Estrutural, Sustentabilidade da Construção e Políticas de Promoção e Salvaguarda do Património Edificado é o actual responsável pelo ambicioso projecto Viseu Património que pretende de definir os caminhos para uma reabilitação coerente e integrada do centro urbano antigo da cidade.

Foi nesse âmbito que com ele conversámos num dos edifícios recentemente recuperados na zona antiga, sede da Incubadora de Empresas do Centro Histórico de Viseu.

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Por: Vanessa Pires de Almeida e João Moreira

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