Tiago Salazar – O andarilho anarco-individualista.

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Há histórias que pedem para ser contadas.

A história dos Camondo é uma delas.

Imaginem uma família de judeus sefarditas originária, provavelmente, de Toledo em Espanha, que viveu em Veneza e Trieste antes de prosperar na capital do Império Otomano, alargando depois os seus negócios a Paris e acabando dizimada em Auschwitz às mãos dos nazis. Imagem agora, que pelo meio, esta família foi pioneira no crédito social e na filantropia cultural na Istambul do século XIX; que o patriarca, Abraham-Solomon, banqueiro do Sultão e o homem mais rico do Oriente mandou construir escolas, casas, hospitais, templos, ruas, escadas e deixou de herança às novas gerações, não só uma fortuna incalculável, como o gosto pela arte e pela filantropia; que Moïse de Camondo era coleccionador de arte tendo doado ao Louvre uma extraordinária colecção de obras de impressionistas como Manet, Monet e Degas e deixando aos franceses um Museu, que ainda hoje existe em Paris, a que deu o nome do seu filho Nissim, piloto aviador da força aérea francesa, morto em combate em Lorraine, durante a Primeira Grande Guerra; que Isaac de Camondo era amigo íntimo de Marcel Proust e que a última geração de Camondos morreu nos campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau. Como disse Frank Capra sobre o guião de “It’s a wonderful life”: meu Deus, que história!

Foi exactamente o que pensou Tiago Salazar que a ouviu contada por um arquitecto turco, reformado, proprietário de uma casa transformada em restaurante no cimo das Escadas Camondo, em Istambul, durante uma viagem literária de revisitação aos locais por onde haviam passado Flauvert, Pierre Loti, Ferreira de Castro e Eça de Queiroz.

Para ler na íntegra aqui

Por: João Moreira

Fotografia: Carina Martins

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