São Jacinto – Edifício em ruínas, junto ao mar, com porteiro

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Domingos Teixeira trabalha e vive nos Estaleiros Navais de S. Jacinto desde 4 de Janeiro de 1977. Regressou de Moçambique em Agosto do ano anterior e, quatro meses depois, era um dos mais de 800 operários da grande empresa fundada por Carlos Roeder. Um acidente de trabalho impediu-o de manobrar as máquinas que moldam o aço, fazendo-o porteiro, profissão que manteve toda a vida.  Ainda hoje mantém a casa que lhe foi atribuída e a guarita de porteiro, logo à entrada do gigantesco edifício estrategicamente situado entre o mar e a ria. «Nunca daqui saí. Ia para onde?», diz Domingos, 71 anos, metendo a chave na porta para guardar uma serra eléctrica. Lá dentro, vêem-se alfaias de jardinagem, ferramentas, o atrelado de uma lancha. «Sempre tive o hobby da jardinagem, que agora, que estou reformado, exerço para fora, em várias casas de pessoas conhecidas. Guardo aqui tudo, a minha vida está centralizada aqui. Nunca ninguém me incomodou.»

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