Robson Bolsoni

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O fotógrafo Robson Bolsoni é um entusiasta das viagens e dos delírios. O menino carioca dos anos 80 cresceu arrumando problemas saudáveis para uma infância muito criativa que a cidade maravilhosa possibilitava.A paixão pela bolinha de gude, posteriormente pelo ping-pong, já oferecia uma pista para o ofício que futuramente preencheria sua existência “ lançar imagens ao mundo”.
A descoberta do nanquim, aliado ao novo amigo chamado Sr. Gordon, um amistoso hamster branco, que vivia solto com o Bolsoni. “Juntos” eles transformavam as paredes do quarto, digo, mural, numa grande tela para expressar suas idéias, anos mais tarde os frutos foram dois livros ilustrados um no Brasil outro na Argentina do mesmo escritor Leonardo Mendonça “Uma época suja com desenhos limpos”, assim Bolsoni define.
Mais tarde Bolsoni partiu para o mundo,surge então, o fotógrafo.Trabalhando em diversas editoras e jornais do pais foi a Fundação Nacional de Arte (Funarte) que lhe abriu as portas para conhecer novos artistas plásticos como Carlos Asp, Adriana Eu, Luzia Ribeiro, entre outros.

Já na Europa voltou trabalhar com publicidade e visitou lugares incríveis. No continente africano, em Angola, o país que tenta se refazer da quase total destruição ofereceu ao fotógrafo um poço inesgotável de imagens.Bolsoni trabalhou por dois anos como diretor de fotografia em comercias para tv. teve inicio o seu projeto pessoal no qual teria que percorrer todas as províncias a procura de tribos que ainda têm monarquia. Um documento histórico e artístico para futuramente uma produção de um livro de arte.
As fotos exibidas nessa matéria são de projetos pessoais no qual o fotógrafo imobiliza objetos junto com pessoas, utilizando procedimentos médicos ou em conjunto com outros artistas, algumas já foram expostas em museus como Arapuca Humana.
Quem for para Londres vai poder conferir uma das suas fotos na galeria Tate Modern junto com o artista Miroslaw Balka. De volta ao Rio de janeiro, Bolsoni se dedica a criação do seu site.O espaço virtual ainda não tem nome, já que, como numa gestação, o fotógrafo optou por escolher o material a ser exposto e, por último, batizá-lo. É aguardar para poder navegar nas viagens e delírios “bolsônicas

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