Longas Noites – De Lisboa ao Vietname ao som da morna de Cabo Verde

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Do Bairro Alto ouço o barulho, vejo a agitação, pessoas a falarem, beberem e a divertirem-se, com os moradores zangados e prestes a fazerem outra assembleia para expulsar esta comunidade e relembro os asiáticos e as suas multidões empacotadas numa rua ou os cabo-verdianos e as suas discotecas no andar de baixo de casa! Mesmo em continentes diferentes e com culturas diferentes as pessoas encontram-se, seja para jantar ou para ir a um bar.

Claro que com aquelas temperaturas nocturnas há sempre vontade de sair, nem que seja para beber um chá gelado e tentar baixar a temperatura corporal. No nosso caso a dúvida instala-se quando olhamos para o sofá e para a manta num sábado à noite em pleno Inverno. Mas se aqui a festa só começa de madrugada, na Ásia a essa hora já está metade da população a acordar para montar a barraquinha dos noodles matinais. Pois não hão-de car os nossos moradores zangados quando decidimos que o encontro para o café às 23 horas da noite era o digestivo deles às 20 horas?

O melhor da noite no Sudeste Asiático são obviamente as inúmeras barraquinhas que se montam à hora de jantar. E atenção que a hora de jantar lá é a mesma que a dos nossos queridos avós que ficam chocados quando dizemos que só temos fome às 21 horas. Agora imaginem o que eles pensariam destas novas modas de irmos jantar às 22 horas! A vantagem de começar a jantar cedo é que podemos ir de barraquinha em barraquinha e provar as especialidades de cada uma, claro que escolhendo aquelas onde existem mais locais do que turistas!

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Por: Andreia Correia

Fotografia: Manuel Vicente

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