F(R)ICÇÃO

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O fogo foi descoberto há dez mil anos, cerca de 5 mil milhões de anos depois de o sol começar a irradiar energia. Com o domínio dessa primordial fonte energia, foi na Suméria, cerca de quatro mil anos antes de Cristo, que se deu início a idade dos Metais. Muitos defendem que foi aqui o berço da civilização com o início da agricultura intensiva, invenção da roda do oleiro, e a consequente vantagem competitiva que o acesso à técnica de fundição dos Metais permitiu. Apareceram então as primeiras cidades assentes nos primeiros governos centralizados, com códigos de leis e estratificação social (inclusive escravidão). Esta organização desenvolveu fontes de poder sobre os demais povos, assente no desenvolvimento da chamada “guerra organizada” resultante do grande controlo dessa fonte de energia chamada fogo. Os Gregos e os Egípcios chegaram há idade do Bronze cerca de 1000 anos mais tarde, beneficiando do cobre de que dispunham nas suas minas junto ao deserto do Negev. Já os habitantes da Síria, Palestina, Anatólia e do Egeu procuravam as suas matérias-primas “metálicas” através de trocas comerciais com a Europa.

Diz-se que a primeira transmissão radiofónica foi efetuada em 1906 por Lee de Forest, materializando a invenção atribuída a Nikolas Tesla depois de longa disputa com Marconi que, ao inventar o seu rádio, teria utilizado 19 patentes do Senhor Tesla. Dava-se início à era de transmissão do som!

Incrivelmente, apenas 15 anos mais tarde Philo Farnsworth inventaria a televisão e, tirando os filmes mudos de Charlie Chaplin, o mundo passaria a ter acesso a transmissões de som e imagem em simultâneo. Nesta nova era de partilha de informação à distância, meio mundo passou a poder conhecer melhor o outro meio. Ou pelo menos a conhecer o que se queria que se conhecesse porque nesta altura a transmissão do que quer que fosse era tendencialmente centralizada e unidirecional em que uns transmitiam, e outros recebiam.

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por Bernardo Mota Veiga

 

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